Welcome Guest [Log In] [Register]
Bem vindo a Taberna do Rei Dragão.

Atualmente, você está como visitante. Para desfrutar de todo o nosso conteúdo, é necessário que você crie um usuário, que é totalmente gratuito!

Cadastre-se!

Se você já é um membro, por favor, faça login para poder acessar todo o nosso conteúdo

Username:   Password:
Add Reply
  • Pages:
  • 1
A Taberna; Local de Interpretação Livre
Topic Started: 28 Jul 2017 - 23:34 (292 Views)
Taberneiro
Member Avatar
Administrator
A taberna é o que se espera de um ambiente deste tipo, mas com algumas amenidades místicas bem diferenciadas. O exterior é feito de pedra rústica com alicerces de madeira, e uma placa em latão apresenta o lugar aos recém chegados. A porta de madeira negra é dupla e espessa, mas está sempre aberta, independente do horário. O local é grande e espaçoso, e repleto de mesas e cadeiras, todos confortáveis (para pessoas de dimensões normais, para outros, ajustes podem ser feitos...). A iluminação durante o dia adentra o local por vários janelas espaçadas nas paredes, que dão vista para o bosque que cerca o prédio.

Durante os períodos sem luz diurna, chamas mágicas se acendem nas mesas e nas paredes. As mesmas podem ser controladas por aqueles que ocupam as mesas, bastando para isso um passar de mãos por sobre a chama. O Taberneiro se encontra normalmente atrás do balcão, só se afastando do mesmo para servir as mesas ou para buscar algo atrás da porta de aço, onde muitos imaginam ser a cozinha, embora seja impossível divisar o que há lá dentro, mesmo com itens ou habilidades mágicas.

Além disso, no meio do recinto existe um palco, onde qualquer pessoa pode se apresentar. Não há instrumentos ou entrada e saída de som, mas a acústica do ambiente é magicamente distribuída para que todo o salão receba o som de forma igual. Não há garçons no ambiente, mas o Taberneiro parece sempre estar feliz em atender as pessoas (e os não tão pessoas assim) com um sorriso no rosto.

Existem banheiros a moda medieval do lado de fora da Taverna, bem como uma estribaria para que sejam deixados animais (somente aqueles que são de fato irracionais, não incluindo aqueles de baixa de inteligência que por ventura atravessam as dimensões). O caminho até o portal dimensional é permeado por lamparinas que se acendem durante a noite com uma chama arroxeada, que não agride aos olhos, mas ilumina com perfeição o caminho até a taberna.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
OArtesao

*Passando pelo portal, O Artesão caminha até a taberna, carregando em suas costas sua caixa de metal, uma bolsa de couro em sua cintura. Não era a primeira vez que ele usaria os serviços da taberna, mas já fazia muito tempo. Mais tempo do que ele se recordava. Ao entrar no estabelecimento, O Artesão procura por uma mesa vaga, onde ele pudesse descansar por algum tempo, colocar seus pensamentos em ordem, antes de decidir qual seria o seu próximo passo.

Ao se sentar, escuta seu estomago roncando, indicando que estava na hora da refeição. Em sua bolsa de couro haviam somente o pedaço de madeira que estava talhando, e seu cinzel, mas nada de dinheiro. Não seria agora que ele iria comer. Com um suspiro pesado, ele começa a trabalhar em sua madeira. Era isso o que lhe ajudava a acalmar a mente.*
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Taberneiro
Member Avatar
Administrator
O taberneiro não se demorou em notar a presença do Artesão, um homem tão misterioso quanto ele, mas que já tivera uma boa dose de contato e conversas. Não se demorou muito atrás do balcão, aproximando-se dele com um leve sorriso nos lábios, e com um floreio de sua mão, estendeu uma caneca de um liquido escuro, com cheiro que lembrava uma cerveja, mas mais doce.

- Desfrute um pouco do descanso... Há bastante tempo não nos vemos...

Deixaria a caneca na mesa, e começaria a andar de volta para o balcão, mas seus ouvidos ainda estavam atentos, como sempre.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Mitsuki
Member Avatar

Posted Image
Era estranho, aquele lugar era completamente diferente do mundo tecnológico que ela nasceu, para dizer a verdade era tão diferente que ela não tinha a mínima noção de como se comportar ali, um longo suspiro enquanto ela andava ao redor do estabelecimento observando-o, ela podia notar traços de magia embora ela não tinha a mínima ideia de como ou quem fez. Com um leve balançar de cabeça ela tentou afastar aqueles pensamentos, ali ela tentaria fazer amizades e se afastar da magia o máximo que conseguisse, com um sorriso ela se aproximou do balcão para assim falar com a pessoa que ela julgava ser o dono dali.

- Olá, gostaria de saber se aceitam o dinheiro do lugar da onde eu vim ou se eu tenho que fazer algo para poder comer algo?

De fato, a primeira coisa que ela precisava era se informar sobre como ela poderia se comportar ali, depois ela se preocuparia em interagir com outros.
Edited by Mitsuki, 1 Aug 2017 - 16:44.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Viper
Member Avatar

A sensação de ser descoberto já havia sido ruim, ser carregado como um prisioneiro no caminho da morte era horrível, mas ser jogado naquela maquina como cobaia a pedido de seu pai era pior ainda. Teria sido uma tentativa de piedade para com ele, ou de redenção para seu pai? Jamais saberia... O corpo havia ficado leve, e os sentidos haviam se embaralhado ao ponto que sentia o gosto de terra na boca. Forçou-se a abrir os olhos, e percebeu que de fato havia abocanhado um pedaço do chão quanto o atingiu.

Levantou-se lentamente, aprumando a roupa e cuspindo o sabor da mãe natureza de volta para onde viera. Aliás, viera... De onde? Não tinha a menor idéia de onde estava. Com certeza, não era uma floresta alemã, pois nessa época do ano estariam todas cobertas de neve, ainda mais nos arredores do castelo onde trabalhavam.

Nesse momento, sentiu um arrepio: o experimento havia dado certo! Tocou seu corpo, verificando se todas as partes estavam em seus lugares, e, constatando o sucesso de sua integridade física, puxou a pistola de seu coldre; Estava vivo, mas estaria seguro? Começou a andar no meio das árvores, até avistar o prédio de pedra. O observou por alguns instantes, a tempo de ver uma jovem garota de cabelos escuros adentrando o recinto. Esperaria mais um pouco, no entanto, espreitando do meio das árvores. Precisava de informações.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
LunaAtic
Member Avatar

"Os deuses esconderam esse local,
A fim de protegê-lo das más intenções
E das leis terrenas, tão mesquinhas,
Que colocam interesses à frente dos corações."


Estas foram as últimas palavras que Lorelai escrevera em seu pergaminho antes de guardá-lo em sua grande bolsa de viagem. Olhou para Fanya, seu corvo, e esta estava vislumbrando uma janela. Pela mesma, poder-se-ia ver nuvens negras se aproximando do local. A moça tomou uma nota mental. Faltava pouco para que o destino daquele local se completasse. Os deuses perderam.

Posted Image

- Vamos, Fanya, não devemos ficar aqui por mais tempo.

Viajar entre portais era fácil, ela sabia muito bem onde encontrar o próximo, pois aquelas eram terras abençoadas também por sua deusa.

"Ênfase no eram", pensou.

Caminhou a passos largos até o fundo da grande biblioteca. Contemplou aquele local. Roubou um livro para si, cuja capa mostrava o título: "Os Reis de Alinor". Era a última coisa que deveria salvar para sua deusa. Em sua mente, o caminho para o próximo portal era claro. Não teve dificuldade alguma para chegar até lá. Então, despediu-se de suas terras. Foram décadas viajando, e não envelheceu. Era aquele o poder de sua herança élfica, uma vida longa. Seu corpo dizia 25 anos, sua alma... muito mais que isso. Deixou que Fanya voasse primeiro; foi logo em seguida. Do outro lado, terras que nunca vira.

- A partir de hoje, nossas facilidades terminam, Fanya. Dificilmente seremos guiados por nossa deusa. Ela não pertence a este mundo. Resta-nos encontrar outros deuses e sacerdotes e oferecer nossos serviços. Sejamos otimistas, não é?

Aquelas eram palavras de encorajamento, mas mais para si do que para a ave. Fanya era um corvo branco especial, fora esculpido de uma nuvem, e dali vinha seu nome. Como uma obra de arte, ele voava de forma majestosa. Caçava pequenas criaturas para se alimentar como qualquer corvo. Crocitava como qualquer corvo. Seu diferencial eram uma certa perspicácia e uma disciplina invejável, presentes de sua mãe e criadora, Ailin, a deusa do Conhecimento e das Artes. Lorelai acariciava Fanya como se este fosse seu irmão, afinal, ambos se tornaram crias da mesma divindade. Caminhava a passos normais, enquanto o carregava em seu ombro.

- Estamos em terras desconhecidas. Vamos precisar inventar novos nomes? - disse Lorelai, levando de seu amigo uma bicada na cabeça - Não precisa apelar para a violência, eu sei que não sei mentir! É... seria um desastre. Vamos só conversar com os locais, se nos entenderem.

A poucas passadas depois, encontrou um local diferente. Todo feito em pedra, meio rústico. Sua intuição quase berrava para que entrasse. E assim o fez, mas não sem antes perceber um sujeito olhando por entre as árvores. Resolveu ignorá-lo, porque estava com pressa para sanar sua curiosidade. A primeira coisa que vislumbrou ao entrar foi um palco. Sentiu uma grande vontade de subir nele logo de cara, mas sabia que não estava mais em suas terras, então, sobre o que cantaria? Precisava se conter. Soltou Fanya para o lado de fora, dando ordens em seu próprio idioma para que ele fosse caçar, mas tivesse cuidado. Encontrar-se-iam em algumas horas, assim que aprendessem mais sobre onde estavam. Ele por ar, ela por ali mesmo. Olhou para suas próprias roupas, não estava tão chamativa. Procurou algum lugar para sentar. O balcão era o mais apropriado, mas Lore não ligava para o que era apropriado. Sentou-se em uma das mesas e aliviou sua própria carga: a grande bolsa e seu alaúde. Começou a afiná-lo. Não sentia fome no momento, sua última refeição fora realizada não havia mais que duas horas. Depois de alguns minutos, deixou seus instrumentos e foi até o balcão pedir água. Sua voz não deixava perceber seu gênero, assim como o resto de si.

- Por favor, gostaria de uma jarra de água, se possível. E de saber como funciona este local. Parece-me... encantado... encantador. - falava, dirigindo-se à pessoa atrás do balcão, assim que tivesse uma oportunidade.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Taberneiro
Member Avatar
Administrator
Apesar da aparência plácida, o taverneiro sempre estava atento a tudo e a todos que adentravam o seu ambiente. Ouviu uma voz nova, vinda de uma aparência mais nova ainda, e, num movimento de mão, estendeu a dama um muffin de chocolate. A aparência era relativamente tosca, mas o cheiro de cacau podia aguçar-lhe o apetite com facilidade.

- Aqui a única moeda necessária é o bom comportamento e a reciprocidade... Muitas pessoas, de muitos lugares, surgem aqui pelos mais diversos motivos e razões... Alguns buscam esclarecimento, outros buscam a paz, e outros jamais saberão porque chegaram aqui...

Moveu-se pela extensão do balcão e virou-se de costas para a pessoa com quem conversava e para a nova pessoa de sexo ambíguo que acabara de chegar. Podia-se ouvir o som de liquido sendo depositado em um recipiente, e ele então retornou, com o mesmo sorriso leve nos lábios, e estendeu uma jarra de vidro decorada com linhas douradas, que lembravam garras, para a segunda pessoa. O liquido era cristalino e limpo, dando a impressão de que a jarra estava vazia.

- Respondendo, enfim, não há a necessidade de se prenderem a bens materiais, mas toda ajuda que puderem prestar aos próximos será bem vinda e bem recompensada neste local. A Taberna do Rei Dragão é um lugar de placidez, e espero que todos os arruaceiros entendam isso, para o bem deles...

Seu rosto era impassível em sua feição de felicidade eterna, mas qualquer pessoa com percepção mágica podia notar que sua energia era grande o suficiente para que suas palavras se fizessem cumprir sem muita dificuldade.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Mitsuki
Member Avatar

Posted Image
Surpresa, essa era a atual expressão de Mitsuki ao ver a pessoa ao lado dela, obviamente que aquela moça(pelo menos achava que era moça) parecia ser muito mais velha que ela, mas também tinha um pequeno traço mágico ao redor dela. Era o de se esperar, afinal... se não fosse magico como aquelas pessoas estariam ali? Ao mesmo a garota poderia estar totalmente enganada, o mais engraçado era que mesmo que ela estivesse em um mundo totalmente diferente do dela, Mitsuki era capaz de entender o que os dois falavam. Provavelmente seria alguma mágica do local? Pensativa ela voltou a observar o tarverneiro e assim aceitou o muffin com um leve sorriso em seu rosto, provando um pedaço o leve sorriso logo se alargou em um sorriso cheio de felicade.

- Esse doce está magnifico.

Obviamente que ela não sabia exatamente o nome do doce e embora a aparência não fosse das melhores, Mitsuki ficou impressionada com o sabor que o pequeno doce tinha. Enquanto ela mastigava mais um pedaço do doce ela pensou nas palavras daquele homem que até então ela não sabia o nome.

Comportamento, reciprocidade e ajudar os outros... É tudo... relativamente o que se espera de uma pessoa, não? No entanto são regras fáceis que eu consigo seguir.

Posted Image
- Meu nome é Mitsuki, prazer em conhecê-lo.

Uma leve pausa enquanto ela fazia um leve meneio com a cabeça.

- Minha intenção aqui é primeiramente conhecer e fazer amizades e em segundo é melhorar meu conhecimento de magia para que assim eu possa resolver um pequeno problema que eu causei em meu mundo.

Ela não tinha problemas nenhum em admitir que ela tinha causado um problema no mundo dela e também ser sincera, obviamente que ela sabia que ela deveria ser cautelosa com o que dizia mas... Algo dizia para ela que ela poderia confiar nele.

- Espero que não se incomode se eu ficar um tempo por aqui.

Afinal, ela não tinha a menor intenção de voltar ao mundo dela, onde a chuva nunca parava, onde as pessoas só queriam saber de explorar a magia dela. Balançando a cabeça ela sentou-se na cadeira perto do balcão e então voltou a comer o muffin.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
LunaAtic
Member Avatar

Posted Image

- Prestar ajuda... bom, já comecei errado...

Lorelai agradeceu a jarra e a deixou no balcão. Pensativa, foi até a mesa, pegou sua bolsa e seu alaúde. Afinal, para que ocupar uma mesa inteira se um espaço no balcão já lhe era suficiente. Finalmente, olhou ao redor, e viu que uma garota comia uma espécie de coisa que ela chamou de doce. Pela lógica, se é doce, dá sede. Olhou para o taberneiro.

- Obrigada pela água. Poderia, por favor, me dar dois copos? Tenho certeza de que esqueci deste detalhe... e... muito obrigada.

Assim que conseguisse os copos, levaria um pouco de água até a garota. Aproximar-se-ia de forma gentil. Também lhe dirigiria a fala de forma gentil.

Posted Image

- Sinto muito incomodar, mas... por favor, aceite. - estenderia o copo até sua possível interlocutora.

Agia como se não tivesse escutado a conversa, apesar de ser virtualmente impossível devido a seus bons ouvidos, mas apenas sorriu e voltou a seu local. Pegou o livro que conseguira resgatar da biblioteca de Alinor. A última lembrança daquele reino. A garota queria melhorar seu conhecimento de magia para ajudar seu mundo. Lore apertou de leve o livro em suas mãos.


- Quando dizem que não somos os únicos com problemas... - disse baixinho para si mesma, e começou a folhear o exemplar, continuando sua tarefa costumeira, apesar de estar longe de Ailin.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Draconis XIII

No meio do ar cargas pesadas começam a se juntar. Um tipo de olho começa a se formar e abrir uma circunferência ora escura ora luminosa. O estrondo parece de um gerador em curto enquanto a beirada lança raios a esmo em direções aleatórias.

Sócrates saia daquele buraco, lançado como um tiro. Ia batendo nos galhos das árvores, quebrando-os com o impacto, abrindo um pequeno "tubo" na copa até dar contra um tronco maciço.
O único naquele lugar, ou próximo a ele, era o militar de outra época que poderia, dependendo do quão estivesse perto,
ouvir o ranger da árvore em sua queda, fazendo um novo estrondo e levando consigo mais galhos e talvez árvores menores.

Quem se aproximasse do local naquele momento, poderia ver o círculo perdendo força enquanto um outro se formava bem menor na mesma direção do homem, há 10 ou 15m de distância, arrastando consigo algumas folhas e galhos próximos. Aparentemente havia perdido força e energia, não possibilitando o homem caído no resto do tronco continuar sua viagem pelo tempo-espaço. O outro buraco logo se dissipava no som de um trovão. Enquanto isso, Sócrates estava aparentemente inconsciente. Um fuzil estava preso em sua mão, e uma espada estava acoplada nas costas. O capacete que muito se assemelhava a um elmo europeu emitia uma luz vermelha piscante.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Viper
Member Avatar

Klaus permaneceu por um tempo observando o estabelecimento, mas só vira duas mulheres entrarem, ambas bem diferentes umas das outras. Que lugar era aquele? Estaria em uma nação estrangeira? Não conseguiu, contudo, organizar seus pensamentos. Sua atenção foi atraída por um estrondoso barulho mais a oeste, e ele então decidiu rumar para lá, ainda com a arma em punho.

-Mein gott... Que... Coisa é essa?

Ao chegar viu apenas alguém vestindo uma armadura, de certo com jeito medieval, caído no solo. Mesmo assim, aquilo com certeza não era medieval. A arma em sua mão deixava claro, por seu formato, de que se tratava de algum misto de tecnologia medieval e futurista, algo que jamais passara em sua mente, mesmo quando trabalhava com seus mentores nos projetos secretos de sua nação. Seus olhos brilharam por um momento, em um êxtase de conhecimento cientifico.

Se aproximou do corpo, mas não sabia com prosseguir naquele momento. Dividido entre a sede de saber e o desejo de auxiliar o próximo, Klaus guardou a arma em seu coldre, e então tocou com leveza a sólida armadura, próximo ao ombro. Levemente moveu a mão, como que se sacudisse uma pessoa adormecida. Ele era um cientista, e não um combatente, e por isso preferiu manter sua arma guardada frente aquele desconhecido ser de metal.


-Ei... Oi? Tem alguém ai dentro?
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Draconis XIII

O homem, ou o que parecia ser uma máquina, parecia inconsciente. Dentro do elmo, as vibrações psíquicas do traje tentavam restabelecer conexão com o cérebro, por um momento acessavam o subconsciente de Sócrates através de impulsos neurais.

Carregando... Transmissores neurais de apoio ativados... Subconsciente atingido... Testando impulsos elétricos biológicos... Eficiência em 20%....30%....

O alemão tocava sem perceber nenhum movimento ou reação. O braço era pesado tanto quanto o de um homem, embora a armadura mostrasse rigidez não parecia pesar quilos como as armaduras medievais. O tecido metálico era diferenciado, não sendo totalmente liso, lembrando um trançado, se pudesse ver bem profundamente.

...70%...80%...90%.... Consciência atingida em modo sonho.... Despertar.

O peito de Sócrates começava a se mover com mais rapidez. O milico poderia perceber as pernas do homem começarem a mexer. Logo fez movimentos bruscos.

Batimentos cardíacos acelerados... Superatividade cerebral... Desligando canalizador psíquico...

Sócrates sequer parecia perceber o homem ao lado. Mas pequenos urros podiam ser ouvidos mostrando que realmente havia um homem dentro da armadura. O homem tirava o capacete jogando-o de lado. A arma caía no chão e os olhos pareciam encarar o chão. Sua mente parecia entrar num tubo. Para ele foram minutos. Para o milico, segundos foram suficientes para o homem restabelecer a ordem de sua mente. Sócrates sentava e olhava ao redor e então o homem com a arma coldreada. Ele o encarou nos olhos. Talvez a convivência e treinamento fariam o alemão perceber a próxima ação do indivíduo. Sócrates rapidamente esticava o braço até a arma e o apontaria para o homem a sua frente. Contudo era perceptível a falta de força nos braços, naquele momento.

- Quem é você?!
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Taberneiro
Member Avatar
Administrator
O taberneiro manteria a mesma expressão, movendo-se atrás do balcão para alcançar os copos.

- Pode me chamar de Taberneiro... É mais simples que meu nome, de qualquer maneira...

Entregou os copos para Lorelai, e apoiou-se sobre o balcão, relaxando o corpo.

- Aproveitem a estadia de vocês... Em breve, teremos outros visitantes... Sempre temos.

E riu, suave como uma pluma, voltando as costas para as duas pessoas no balcão, começando a fazer algo na estante de recipientes.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Viper
Member Avatar

Klaus observou a movimentação do corpo da armadura, que revelou-se ser ocupada. Não sabia agora se sentia alivio ou preocupação, pois o renascimento da fenix foi acompanhada de uma mira de ferro em sua cara. Mal havia saído (e por enquanto, aparentemente sobrevivido) a uma situação semelhante em sua própria terra, como estava novamente agora com a vida em risco. Moveu o corpo levemente para trás, e então afastou a mão de seu coldre. Evitaria o medo e a proximidade a arma, mas não exitaria em, ao menos, revidar, caso fosse necessário, embora duvidasse que sua 9mm pudesse atravessar aquela blindagem estranha.

- É um pouco descortês questionar alguém sem se apresentar primeiro... Não só por educação, mas num âmbito militar como um todo...

Apontou, com o queixo, o simbolo no peitoral da armadura. Usou então o impulso do corpo para, lentamente, sair da posição ajoelhado para ficar de pé frente a seu interlocutor, olhando-o de cima naquele momento. Puxou seu quepe verde, e o aproximou do peito, tudo em movimentos de câmera lenta, deixando os cabelos loiros a mostra no sol apino.

- Sou Klaus Gewehr, Untersturmführer, ou segundo-tenente, da SS Spezielle Projekte Abteilung, ou Divisão de Projetos Secretos da SS. E você seria?

Sua entonação era forte, como de costume de todo alemão. Só agora percebeu que estava falando alemão, e não sabia se o alvo conseguiria entendê-lo ou não. Desviou, contudo, sua mente destes pensamentos, e agora encarava o homem a sua frente, focado em seus olhos. Qualquer intenção hostil seria provavelmente respondida com o saque de sua Luger, mas não era sua intenção no momento.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Mitsuki
Member Avatar

Posted Image

Aquela pessoa e igualmente todo aquele lugar eram estranhos, mas aconchegante, lá ela não precisava se preocupar com pessoas sendo falsas ou agindo por interesse, com um sorriso,
a garota terminaria de comer o muffin com gosto, enquanto piscava os olhos algumas vezes ao ouvir a mulher estranha falar com ela e então oferecer a água. Por alguns minutos ela se perguntou se aquela pessoa teria feito por boa vontade ou por simplesmente porque o Taberneiro disse para ajudar uns aos outros? Sorrindo ela balançou a cabeça em sim, e em seguida tomou um gole da água do copo.


- Muito obrigada

De fato a prioridade da garota no momento é conhecer novas pessoas e como elas agem, visto que as pessoas que ela conheceu em seu mundo são... todas egoístas. Ao terminar ela pegará o copo e então andará até onde a mulher lia o livro e sentaria ao lado dela, brincaria com o copo, movendo o dedo ao redor dele.

- Me desculpe mas, se me permite, gostaria de saber o seu nome.

Ela sorria enquanto brincava com o copo em suas mãos, era algo para distrair a mente dela enquanto esperava uma resposta.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Draconis XIII

O cavaleiro segurava a arma apontada para aquele rapaz. A princípio não tinha nenhuma intenção hostil. Após as primeira palavras proferidas por ele, nada entendeu, embora pudesse analisar a postura, indicando uma apresentação formal.

- Devo confessar que não entendi nada do que disse, rapaz...

Analisando danos físicos... Limite de estresse biológico... Idade celular avançada... Manutenção em andamento... Recomendação: Descansar.

Trazia as pernas mais próximo de si, mas havia dificuldade. A arma permanecia apontada, mas o braço logo começava a tremer.

Limite de estresse biológico... Recomendação: Descansar.

- Sou o templário... Sócrates?...

A cabeça parecia cozinhar. Respirava fundo até ceder e baixar a arma. Permanecia sentado enquanto pegava o elmo para deixá-lo perto. Olhava a figura a sua frente. Deixava que a nanotecnologia fizesse os curativos de sobrevivência enquanto permitia o corpo relaxar um pouco.

- Onde estou? Novamente, quem seria você e a quem serve?... Em que ano me encontro?

O tempo que passou no buraco de minhoca foi quase instantâneo para um salto quântico no tempo-espaço, mas só agora percebia e se recordava de algumas coisas. A cabeça esfriava aos poucos conforme ia assimilando o ambiente com a visão de seus olhos vermelhos. Via apenas árvores, numa paisagem bem incomum. Lembrava-se que estava numa guerra, lembrava-se que havia tentado utilizar uma máquina temporal. Mas os porquês não apareciam.

Incoerência data-hora. Acesso de memória corrompida. Idade aproximada: 30 anos. Núcleo orgânico traumatizado. Recomendação: terapia.

- Mas que diabos?!

Sócrates falava consigo, voltando-se para o elmo. Estaria com traumas psico-físicos no próprio cérebro? O alemão nada ouvia, vez que o acesso era telepático, e muito poderia pensar que aquele homem seria esquizofrênico. Mas também era perceptível sua interação com o elmo como que acessando um computador e recebendo alguma informação de alguma forma. O cavaleiro tirava a luva e passava a mão no rosto como se buscasse algum reconhecimento. Ainda lembrava-se que tinha apenas 20 anos.

- Eu envelheci?
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Viper
Member Avatar

Klaus olhava o homem com curiosidade. Percebeu que não entendia o que ele dizia de inicio, mas como mágica, seus ouvidos começaram a compreender as palavras do homem. Estaria sob algum efeito estranho da maquina? Ou seria aquela dimensão que trazia uma tradução dos idiomas com certeza distintos dos dois homens? Por hora, não poderia saciar sua curiosidade cientifica, então limitou-se a baixar as mãos, apoiando-as na cintura.

- Prazer em conhecê-lo, Sócrates... Consegue me entender agora?

Estava, por certo, tão perdido quanto aquele homem, mas precisava manter a cabeça no lugar. Primeiro, precisava descobrir onde estava e, a seguir, o que poderia fazer naquele lugar para manter-se vivo. Afinal, não é sempre que a sorte sorri duas vezes.

- Pode me chamar de Klaus... Duvido que minha patente ou a quem sirvo faça diferença no momento atual, visto que nem o brasão na medalha que carrego sobre o peito foi reconhecida por você...

Imagem do Brasão

Apontou o brasão, simbolo da SS Nazista, circulando o brasão da divisão de projetos secretos. Não conseguia imaginar onde estava, e com aquele personagem saído de contos de fadas, sentia-se ainda mais deslocado. Não enxergando nenhuma outra saída naquele momento, estendeu o corpo pra frente e ofereceu a mão direita ao homem.

- Quanto ao local ou ano de onde estamos, só posso lhe dizer que é uma floresta e, pelo sol, estamos próximos do meio dia, pois também acabo de chegar... Se é que se "chega" a um lugar assim...

Observou seu interlocutor em dúvida quanto aos próprios pensamentos. Aguardaria com a mão estendida que este se recuperasse de sua confusão, enquanto sua mente viajava nas possibilidades. Teria se deslocado para outra parte do mundo? Ou outra época no tempo, visto que o homem era um templário? Outra dimensão, das que seu professor estudava e chamava de multivetor? Não era religioso, mas poderiam estar no inferno?
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
LunaAtic
Member Avatar

Posted Image

Agradecer. Ato ou efeito de reconhecer. Compensar de maneira equivalente. Retribuir. Para Lorelai, o agradecimento era uma prática social automática a todos cuja educação fora realizada da maneira certa. Portanto, aquela pessoa à sua frente se tratava de alguém educada. Retribuiu o sorriso com intensidade similar e foi para seu canto, onde pegou seu livro para estudar.

Estava quieta, pensando apenas em suas tarefas, quando a garota a quem ofereceu água veio perguntar-lhe o nome. Lore moveu seus olhos e percebeu que ela brincava com o copo. Ações como aquela possuíam vários significados, três eram os mais prováveis: estava ansiosa; era hiperativa; realizava algum tipo de encantamento. Descartou a última.

Posted Image

- Lorelai Vyndiatuine, do templo de Ailin, reino de Sime. E qual seria seu nome, senhorita?

Em seguida, fechou seu livro e se endireitou no banco, olhando para a menina com visível interesse. Fitava as roupas diferentes e os ornamentos. Em seu reino, aquilo com certeza não era visto. Sua missão começava ali, afinal, conhecer pessoas de distintos lugares e suas histórias era seu propósito. Aguardava a resposta com calma, enquanto sua cabeça já pensava nas próximas perguntas.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
Draconis XIII

O cavaleiro parou num certo momento para olhar e analisar a figura a sua frente. Águia e a suástica.
Apesar de tudo, Sócrates viria de um tempo, em tese, no futuro de Klaus. Aquele simbolo já havia tomado vários significados, bem como outros que avançaram o tempo. Mas em sua época, já não tinha mais uso. O símbolo que ostentava o mundo era o triângulo, mas que mundo?


- Compreendo... Seus trajes são incomuns para mim, e devo ser da mesma forma para você...

Levava a mão para Klaus, e fazia um pouco de força para levantar-se. Sentia a firmeza de um militar.
Ao menos estava com alguém que talvez pudesse conversar por igual. Mas Sócrates parecia passar por momentos de distância como se vivesse o que passava em sua mente por alguns segundos.


- Eu não consigo lembrar de tudo o que aconteceu... Contudo... Eu... Explodi e vim para cá... Seja que... Tempo for.

Sócrates massageava a têmpora, em sinal de estresse. Pegava o elmo e o segurava. Começava a olhar ao redor, vendo a destruiu causada.

- Sua arma tem um design antigo. Não deve alcançar mais que 50m com precisão. É comum onde você vive?

Havia alguma noção sobre o que fez, embora não soubesse por que fez. Sentia que precisava voltar para algo que não se lembrava bem o que é. Aos poucos começava a se sentir melhor, perceptível mais ao ambiente e menos introspectivo mentalmente.
Offline Profile Quote Post Goto Top
 
guhstark

Hams, ao tocar no colar, tem sua visão enegrecida e tem sensações estranhas em seu corpo, como se estivesse se desfazendo. Eis que, sem entender nada, tem a sensação de estar voando, caindo para ser mais preciso e após um segundo ou dois estatela-se em um local que se parece uma cama muito dura, de madeira, fazendo um estrondo muito alto.

Arfa, sentindo todo o ar sair de seus pulmões, e então uma dor anestesiante. Fica zonzo por alguns segundos, sem enxergar nada e apenas tentando respirar. Sua visão começa a voltar, ainda sentindo a dor anestesiante nas costelas, começa a tentar se levantar, olhando ao redor.

Offline Profile Quote Post Goto Top
 
1 user reading this topic (1 Guest and 0 Anonymous)
ZetaBoards - Free Forum Hosting
Free Forums. Reliable service with over 8 years of experience.
Go to Next Page
« Previous Topic · A Taberna do Rei Dragão · Next Topic »
Add Reply
  • Pages:
  • 1

Theme created by Sjaelen Auren from Zathyus Networks Resources