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| The Boss | 4 Apr 2008, 01:33 |
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look at me... LOOK AT ME! HAHAHA
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Capítulo 2 Assim caminhavam os preparativos para o Festival do lado direito de Hyrule. Os principais comerciantes de cada cidadezinha juntavam o que tinham de melhor e se aglomeravam na Capital do Reinado, esperando vender o máximo que conseguissem além das Hyrulats que plantaram para o principal, é claro. Kakarico tem a sorte de estar geograficamente posicionada próxima ao Reinado, onde a terra é bem mais fértil para o plantio desta estranha fruta. Os olhos dos comerciantes brilhavam ao ver os ricos compradores em potencial de cidades distantes. Alguns vinham de além do Lago Hylia, geralmente por estarem precisando de medicamentos do outro lado. E por que não, alguns ate mesmo atravessavam os canais estreitos de Termina para comprar sacolas e mais sacolas de Hyrulats! Por isso não foi de se espantar que a animação de Celço ficasse maior à medida que eles se aproximavam da Capital, quase 24 horas depois que partiram de Kakarico (ok o vilarejo fica perto da Capital, mas nem tanto, ainda mais de carroça). Ele começou diversas cantorias típicas do vilarejo e dava tapinhas nas costas de Link para que o garoto o acompanhasse. Esses "tapinhas" doíam pra bicho já que a mão do taverneiro era quase do tamanho das costas do rapaz e pegavam de surpresa, quando ele estava distraído tentando se lembrar exatamente as palavras da princesa Zelda em seu sonho. Por que estava tendo estes sonhos afinal? Jamais trocara palavra com a princesa, apesar de não acreditar realmente nisso. Só a viu de longe nos outros Festivais de Outono, ao lado do Rei no patamar do grande Carro Alegórico que era utilizado na Parada do Festival. Quando a mão pesada bateu em suas costas pela terceira vez e Oscar o enlaçou com um braço cantando ferovorosamente, Link não pôde mais pensar em nada, sentia-se feliz viajando com a família vizinha e um pouco mal por deixar o pai em Kakarico, mas o pai sempre o incentivara a conhecer outros lugares se tivesse a oportunidade. Link não sabia se ir novamente ao Festival de Outono correspondia a "conhecer outros lugares", mas no momento é o que tinha. Ilda lançou um olhar de piedade para o garoto amassado entre os dois homens gordos, mas logo abriu um sorriso e tambem estava cantando quando a Capital surgia no horizonte dos Campos de Hyrule. No lado esquerdo, além do Lago Hylia e da Floresta das Sombras, está o Deserto de Gerudo, um lugar para onde vão os fugitivos do Império, tanto de Hyrule quanto de Termina e alguns acreditam que até mesmo de mais longe. Se você chamar as pessoas que vivem no Vale do Deserto pelo crime que cometeram, irá passar o dia inteiro conhecendo crimes que nem imaginava que tinham nomes, além de ter certeza que se o seu filho lhe perguntar o que tem no deserto você responderá "lá estão os caras maus". Liven ainda tinha a perna sangrando quando atravessou as cortinas do quarto improvisado de Ganondorf, que agia como o líder daqueles refugiados. As circuntâncias para que ele agisse como tal, porém, já foram esquecidas. Aparentemente ele cometera o pior crime entre os demais e é bem mais forte e inteligente que qualquer um, ganhando respeito a cada dia nas atitudes e logo dando as ordens, conseguindo montar uma estrutura para a sobrevivência no deserto. Ele é um homem muito negro, alto e forte, com um cabelo estranhamente vermelho e olhos arrebatadores. Realmente ele transmitia pavor para quem quer que o olhasse nos olhos. - Liven, o que houve com a sua perna? - sua voz é muito grave e imperativa. - Entrei em um confronto na volta, enquanto atravessava a Floresta. Aquele animal selvagem ainda está por lá! - Aquele animal selvagem tem aliviado combates desnecessários para nós contra as Tropas do Império, não é mesmo? Achei que a essa altura você e os outros já soubessem como evitá-lo. - Ele está agindo diferente ultimamente... como se... - mas não completou a frase, Riuven, seu irmão, entrava no recinto. - Liven, sua filha da mãe! Não me chamou desta vez também? A perna da mulher chamada Liven estava sangrando muito mesmo! - Ao invés de ficar resmungando me trás logo uma daquelas porcarias de frutas! Riuven ficou ainda três segundos olhando para a irmã, mas saiu do quarto. Liven pressionava a perna o mais forte que conseguia. Ganondorf pareceu não se importar com a sua dor e lhe perguntou: - Então, o que descobriu desta vez? - Liven pareceu ofendida pela incompreensão do Rei dos Bandidos, mas respondeu: - Nada mais que aquele Festival novamente, nem sinal da Princesa ou da Espada. - Entendo, parece que é em vão ficar indo até lá e voltando. - Pena só ter descoberto isso depois de eu levar uma mordida! Como que para aliviar aquilo, seu irmão Riuven entrava novamente com três Hyrulats nas mãos, a fruta tem três cores sempre: preta, dourada no centro e branco. Liven deu grandiosas mordidas em uma delas e desabou na cama. Ganondorf pareceu entao que tinha até uma certa compreensão: - Deixe-a descansar, é claro que as frutas não fazem milagre. - Quando saiu do quarto acompanhado de Riuven, Liven já tinha adormecido. Riuven falou mais sobre como os outros refugiados estavam impacientes desde que Ganondorf comandara varios deles para se infiltrarem na Capital e colher qualquer informaçao que conseguissem, muitos deles queriam saber o que estava pensando o Rei dos Bandidos para agir assim, mas a verdade era que nem ele mesmo sabia, apenas não tinha contado isto aos outros. Ganondorf podia estar totalmente enganado, mas algo grandioso estava para acontecer neste Festival de Outono na Capital, e o comportamento estranho da criatura na Floresta das Sombras era um presságio disso. Entretanto, tudo que ele tivera foi um sonho! Neste sonho, ele estava escondido em uma sombra de arvore diante de uma estranha neblina, e pôde ver claramente a princesa Zelda se dirigindo a alguém, ela dissera "preciso de sua ajuda". Ganondorf não entendeu, e então viu que estava segurando a Master Sword, espada que aprimora a influência de alguém sobre o Sagrado Triforce, elemento que pode dar grande Força, Sabedoria ou Coragem para quem estiver destinado a exercer influência sobre ele, de acordo com as características dessa pessoa. Depois disso ele acordou, e talvez não tivesse levado o sonho a sério se não tivesse sentido que conhecia a pessoa com quem a princesa Zelda estava falando, como se o conhecesse de muitas vidas passadas, assim como a própria princesa. Ganondorf estava de súbito cansado e sentiu algo fluir em seu corpo, na parte de cima de sua mão direita. Olhou para ela e por um instante viu (ou pensou ver) a imagem do Sagrado Triforce cravada ali, um triângulo dourado dividido em outros quatro triângulos, sendo três cheios e um vazio, mas um parecia brilhar mais que os outros... e mesmo assim... teria mesmo ele visto isso? Enquanto isso no Castelo de Hyrule, muitos habitantes iam para lá e para cá organizando as coisas para a Parada e para o Festival em si, mas o Rei estava com uma inquietação... como se algo importante estivesse faltando, mas ele não sabia bem o que! Foi quando uma das conselheiras reais entrou para falar com ele, uma senhora de óculos de meia-idade e ar de professora: - Majestade, não me aguento de preocupação... - O que houve, Cecilia? - Pode não ser nada demais, mas... - Também não estou muito bem, vá direto ao ponto, por favor! Ela hesitou. - É a princesa Zelda, meu senhor... ninguém a encontra em lugar algum! O jovem Link olhou admirado para a Capital como sempre fazia, nessa hora não passava de um garoto a passeio, mas o que viria a seguir? Frutas estranhas... uma princesa desaparecida... uma feroz criatura selvagem na Floresta, seu pai em Kakarico, sonhos telepáticos, um enigma do Triforce, uma espada, uma roupa de herói, um Festival de Outono e aqueles poderosos olhos arrebatadores do deserto. |
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| RPG Story-teller · Conversa furada | |







8:29 PM Nov 28

