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| Gandallf | 1 May 2008, 03:39 |
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Mas podem me chamar de Mat
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Capitulo 5 -Ilda!Celço!- Link grita enquanto vai à direção da banca de seus amigos... -Link você esta ai!Chegou tarde, já esta escurecendo- Já era realmente muito tarde, Celço estava sentado em uma pequena cadeira de balanço(tão pequena que Link não sabia exatamente responder como ele consegui entrar nela), fumando cachimbo na beira do rio próximo a banca da família, o sol estava se pondo bem a frente dele, e logo atrás o crepúsculo se apagava. -Celço, venha rápido- Link gritou e voltou correndo em direção a três pontos pretos logo atrás... Celço se levantou o mais rápido que pode(apenas mais tarde viria notar que o banquinho ainda estava grudado nele), e foi em direção de Link. Chegou ofegante onde Link estava, os pontos pretos do horizonte eram Matilde e Iron, ajudando a andar o desconhecido... -Waltz!!!- Celço deu um grito e logo deu um grande(e com toda certeza sufocante) abraço, no (não tão) desconhecido. -Celço?É você?Faz tempo que não o via... -O que aconteceu com você? -Acho que isso é conversa para quando eu estiver melhor -Você tem razão, você não tem nenhum conhecido aqui certo?Venha jantar na conosco hoje. Logo escureceu, uma noite sem estrelas, um vento frio soprava, depois de algum tempo colocando curativos em Waltz todos foram jantar em um restaurante próximo, tudo sendo pago por Celço e Ilda. Link não comeu muito, ainda estava chocado com todos os acontecimentos recentes, Ilda pediu uma sopa muito aguada e com pouco sal, Celço e Oscar pediram a maior travessa de comida que os garçons já tinham visto, o prato especial.Ninguém nunca antes havia pedido algo como aquilo, afinal 26kg de carne não é para qualquer um.Waltz comeu um espeto de coração de porco(sem duvida nenhuma este era o grupo mais estranho que já passou por aquele restaurante). A janta terminou e logo depois de uma farta sobremesa(torta de Hyrulats com creme, uma iguaria com toda certeza revigorante) voltaram para a estalagem em que todos estavam hospedados.Era uma estalagem relativamente boa(bem, para a maioria dos plebeus, um lugar que não esta cheio Dekus, já é um excelente lugar para dormir). Todos(inclusive Waltz) ficaram algumas horas em frente a lareira do hall conversando com o gordo estalajadeiro(primo de Celço em 3º grau), depois foram para seus quartos dormir, Waltz já havia contado sua historia há todos, sem muitos detalhes(mesmo assim Ilda não agüentou e saiu na metade), Celço também contou como os dois se conheceram, no Deserto de Gerudo(o que Celço fazia lá não foi mencionado), fugindo dos batedores do Reino dos Ladrões. Naquela noite Link sonharia mais uma vez com a princesa Zelda. Zelda estava muito cansada naquele ambiente, embora tenha comido muito bem para uma cativa e não tenha sido em nenhum momento mal tratada pelo estranho carcereiro, se sentia extremamente desgastada, mal conseguia respirar e se movia muito pouco, havia uma estranha nevoa branca no ar, que começou a ficar mais densa e profunda, logo ela ouviu uma voz, uma voz fina e doce, muito conhecida, era a voz de uma mulher. Zelda se arrastou em direção a voz o maximo que pode,achando que era a única esperança de fugir(ou de simplismente saber o que esta acontecendo), a nevoa ficou menos densa a medida que a voz fica mais clara. Ela finalmente chegou em frente a voz. - Link?Pode me ouvir?Preciso de ajuda... Zelda quase deu um grito de pavor ao perceber de onde vinha a voz. O carcereiro estava sentado em sua cadeira de madeira, seus olhos estavam totalmente pretos, e ele continuou falando com a voz diferente, mas não uma voz qualquer, a voz da princesa Zelda. Zelda estava apavorada, não sabia o que fazer, paralisada continuou vendo a cena que estava se desenrolando. -Link?Onde você esta?- continuou o carcereiro com a voz de Zelda. Link?É você? Ao longe a figura de Link começava a se formar em meio a nevoa. -Zelda?O que esta acontecendo?Por que precisa de minha ajuda? Link foi correndo em direção ao carcereiro. -Zelda?Por que precisa de minha ajuda?Onde você esta? -Link eu estou presa na sala do lacre, por favor me ajude! -Como?Como posso te ajudar? -Alem do lago Hylian, da floresta da sombra, se encontra um deserto sem fim, as terras sem dono, O deserto de Gerudo. Ganondorf tem a chave para me tirar daqui, por favor, me ajude. -Eu irei e pedirei a ganondorf a chave! -Obrigado Link, e, mas uma coisa, por favor faça isso antes do termino do festival de outono. “AHHHH!!!!” Zelda não se conteve e gritou de pavor, a nevoa se dissipara e Link havia sumido, o carcereiro estava de pé olhando para ela. -Eu sou a Princesa Zelda e exijo saber o que esta acontecendo aqui - Ela começou a se levantar com uma força que nem sabia que ainda possuía, e sem ninguém notar, a tri-force da sabedoria brilhou no topo da mão dela. O carcereiro recuou alguns passos mas logo voltou. -Aqui você não exige nada... - disse ele em sua voz normal. Tudo ficou escuro de repente, com um movimento brusco o carcereiro jogou Zelda na cadeira que ele estava sentado, a escuridão engoliu todo banco, criando no apoio para o braço e nos pés da cadeira uma espécie de algema, imobilizando as mãos e os pés da princesa completamente. -...Mas se você esta tão curiosa, posso lhe contar algumas coisas interessantes, isso claro desde que você fique quietinha. O carcereiro soltou uma risada diabólica e muito sinistra, que fez Zelda ficar com medo. -Tudo começou há 3 mêses, eu e meu irmão estávamos explorando as ruínas do Templo do Tempo, perto da floresta das sombras, após um bom tempo de exploração encontramos uma passagem muito velha que levava aos subterrâneos, ficamos encantados com ela, estava bem preservada, demorou algum tempo até notarmos que o que estávamos vendo não era parte do Templo do Tempo, mas na verdade o próprio templo do tempo foi construído em cima das ruínas deste outro templo. Lá havia muitos livros, e escrituras nas paredes, alem de vários símbolos sagrados.Era um lugar muito escuro e úmido, muito desagradável, pegamos o maximo que conseguimos e voltamos para superfície. -Eu peguei alguns livros, e deles a maioria eram em línguas mortas, esquecidas pelo tempo, mas havia um em especial que nos chamou a atenção, era todo prateado com folhas pretas, estava em uma espécie de Hylian arcaico. Demorei muitas semanas decifrando os parágrafos, o livro falava sobre o poder maximo que os Deuses deram ao homem, o sua simples existência já era razão de povos lutarem e lutarem em batalhas sem fim.... -....A Tri-Force – interrompeu Zelda -Tri-Force?Você não tem idéia do que eu estou falando princesinha, não confunda as coisas! – Respondeu o carcereiro, com ódio nas palavras. -Para dar um fim as guerras os Deuses criaram um grande portão que não leva a lugar nenhum- com um movimento da mão as sombras sumiram no canto da sala e um portão gigante apareceu, totalmente prateado, era decorado com pedras nunca antes vistas, as runas e os desenhos esculpidos nele estavam muito acima do que qualquer artista mortal conseguiria fazer, no meio havia uma parte afundada em forma de triangulo, não havia nada trás dele. Logo as sombras tomaram conta do portão novamente. -Quando os primeiros Hylinas chegaram e viram o portão tiveram certeza de que era um sinal divino e que eles deveriam começar suas novas vidas ali. -O Reino foi crescendo e o castelo foi construído para guardar o portão, mas gerações se passaram e o portão acabou sendo esquecido, tanto é que provavelmente eu você e meu irmão somos as únicas pessoas que sabem da existência dele. -O livro também dizia como abrir o portão.Como você deve se perguntar?”Os dois poderes contrários devem interagir de uma maneira radical.”, pelo menos é o que esta escrito.... Zelda não entendia muito bem absolutamente nada do que estava acontecendo, por que eles precisavam dela?Por que seu pai, que não sabia de nada, havia trancafiado ela em um lugar esquecido do castelo?Quem era o irmão do carcereiro?Quem era o carcereiro?Por que ele estava contando tudo aquilo para ela(a única resposta que ela podia achar a esta pergunta era que ele gostava de falar naquele assunto). Mas nada disso importava, pois ela se sentia estranhamente bem com a simples recordação daquele portão sagrado. -...Logo eu entendi o que eu deveria fazer. Eu tenho que colocar a coragem... -O que houve Link? O que você esta fazendo a esta hora sozinho aqui fora? -Ola Waltz, eu preciso de sua ajuda. -Minha ajuda?Por que? -Preciso ir para o Deserto de Gerudo Urgentemente!Você já foi com Celço lá certo? -Por que Link?O que você quer fazer lá? -Preciso falar com ganondorf, preciso pedir algo a ele! -Ganondorf?O rei dos ladrões?Não vai conseguir nada dele a menos que você o derrote em uma batalha!Essa é a lei dos ladrões! -Então que assim seja!Eu preciso ir, me leve, por favor. -Eu o levarei. Um estranho brilho apareceu nos olhos de Waltz. ....E a força... -Mestre ganondorf!Mestre ganondorf!Eles estão vindo! -Você se lembra muito bem do que ele falou não se lembra mestre? -Lembro muito bem Riuven, o garoto de gorro verde ira sofrer por fazer isso conosco. Quando acabarmos com isso vamos invadir a capital, esse Link ira sofrer muito pelo que esta fazendo! ....à lutarem.... ....Até morrerem!- Zelda quase sem voz, termina a frase do carcereiro apavorada,a visão do portão celestial havia sumido por completo de sua cabeça ao notar o que esta para acontecer. O carcereiro olha para zelda com um olhar estranho, de posse e de desejo. Zelda começa a suar frio e começa a ficar com medo do pode acontecer com ela e com todos. -Não se preocupe, não é o seu corpo que me interessa. -Qu...quem é você -Essa princesa, não é a pergunta certa- diz o carcereiro com uma voz totalmente diferente da sua normal. |
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