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Marcello de Boissieu
Topic Started: Jun 20 2011, 11:40 AM (210 Views)
Marcello de Boissieu
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It's time to start the countdown...
...I'm gonna burn it down, down, down. I'm gonna burn it down!


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BECAUSE I'M A GOOD BOY, BUT I CAN BE BAD.


Bonjour, amis. Meu nome é Marcello Vicenzo Giovanni de Boissieu, mas também posso ser chamado de Cello. Nasci em 16 de setembro de 1993, portanto tenho 17 anos. Estou cursando a
1ª série do ensino médio na renomada Académie de Grenoble.


Vou lhes contar um pouco da minha história...

...ou melhor, vou falar um pouco sobre a história da minha família, a qual acabou por influenciar totalmente a minha personalidade e conseqüentemente, o meu destino. Sou um dos herdeiros da nobre Casa de Boissieu, um clã francês que há muito tempo tinha grande influência junto à corte dos reis da França. Nossa família ocupava os mais altos dos postos oferecidos pela coroa, éramos aristocratas com vasto poder político e isso certamente se estenderia ao longo dos anos se em 1789 a França não tivesse se transformado em República. Com a mudança, "o sangue azul" passou a ser apenas uma lembrança, mas a riqueza continuou acompanhando todas as gerações da família, assim como o orgulho, que insistia em se manter em nosso semblante, de tal forma que embora os títulos tenham caído por terra, nossa altivez jamais deixasse de existir.

Meu pai, não diferente dos antigos Boissieu, sempre teve seu orgulho à frente de tudo, e em seu discurso a palavra "nobreza" estava sempre entranhada, fosse de uma forma ou de outra, em qualquer assunto que viesse a iniciar. Mas diferente de meu tio e de meu avô (que eram conhecidos como "industriais de ferro") meu pai era um tanto liberal, e talvez tenha sido esse o motivo dele conhecer minha mãe, uma simpática garçonete pela qual ele se apaixonou perdidamente e anos mais tarde se casou. Minha mãe relata que eles se viram pela primeira vez em uma das ruas estreitas de Veneza, quando o sol já se punha. Mesmo sendo uma mulher simples ela era absurdamente bonita e elegante, sendo que em qualquer lugar que freqüentasse os olhares eram direcionados somente para o seu corpo. Seus olhos verdes que pareciam de longe duas pedras de jade faziam os homens suspirarem, mas ela só teve olhos para meu pai e talvez esse tenha sido seu principal erro. Cegos de paixão, ambos se casaram poucos meses depois do primeiro encontro, e mesmo sem a aprovação dos demais membros da Família Boissieu meu pai levou minha mãe consigo para Paris, onde ambos passaram a viver juntos.

Porém, ao contrário de qualquer outro relacionamento normal, a relação de meus pais sempre foi conturbada e difícil, principalmente para a minha mãe. Ela tinha que aceitar as ofensas de meu tio, que por muitos anos condenou meu pai por ele não ter escolhido para ser sua mulher uma pessoa com um passado que não manchasse tanto o nome da nossa família. Além disso ela também era chantageada por meu avô (que oferecia muito dinheiro para que ela se afastasse da família) e mesmo sentindo por meu pai um dos sentimentos mais puros possíveis, aquela situação estava se tornando tensa demais para ser suportada. Tentando salvar o casamento, cinco anos depois de se casar com meu pai, minha mãe resolveu lhe dar um filho, mas a alternativa escolhida pareceu somente piorar as coisas. Meu tio insinuou que minha mãe estava tentando aplicar um golpe na família, e temendo pelo meu futuro e até mesmo pela minha sobrevivência ela resolveu se divorciar de uma vez por todas do meu pai, colocando um ponto final em um relacionamento que tinha tudo para dar certo. Dessa forma, minha mãe voltou para Veneza (onde passei a viver com ela) e apesar dos pesares tivemos momentos de extrema alegria juntos, os quais ficam em minha memória até hoje. Durante o tempo em que vivi com minha mãe sempre fomos amparados pelo meu pai, ele nunca nos deixou faltar nada e sempre investiu em minha educação.

Minha vida seria absurdamente normal e feliz se em meados de 2001 minha mãe não sofresse um terrível acidente automobilístico. Na época eu era novo, tinha apenas 8 anos de idade mas sabia perfeitamente que meus pais estavam passando por um momento difícil. Até onde eu me lembro os dois brigavam constantemente pelo dinheiro das ações de um banco em Milão que seriam vendidas, o qual os advogados de minha mãe afirmavam que ela tinha direito a metade. Minha mãe não se importava muito com isso, afinal já possuía uma grande fortuna proveniente da separação, mas mesmo assim, creio eu, acabou pagando com sua própria vida por entrar naquele conturbado processo. O acidente que tirou sua vida sempre foi um mistério para os peritos, da mesma forma como foi misterioso o encerramento do caso pelos tribunais locais. Então, depois da morte de minha mãe, fui obrigado a deixar Veneza e passei a viver novamente com meu pai, que agora mais do que nunca influenciava na minha educação e até mesmo no meu modo de pensar e agir. Conforme os anos passavam aumentava em meu peito a sensação de estar vivendo com os prováveis assassinos da única pessoa que um dia chegou a me amar. Meu avô e meu tio praticamente festejavam a morte de minha mãe quando eles "achavam" que eu não estava por perto, e meu pai, que desde então assumira uma postura séria e conservadora, parecia estar aliviado, já que todos os seus problemas haviam sido enterrados junto com sua ex-esposa. Eu tinha tudo que um garoto da minha idade poderia querer, mas mesmo assim minha vida era uma "merda" e com o tempo eu passei a adotar um comportamento rebelde, me isolando em meu mundo particular e me tornando a ovelha negra daquela família de aristocratas metidos.

Com 15 anos de idade o álcool já fazia parte da minha rotina, com 16 me entreguei ao sexo e eu estava quase mergulhando no abismo das drogas quando meu tio aconselhou seu irmão a me transferir para o colégio onde seus filhos, Jean-Paul e Laurent estudavam. De acordo com meu tio (que tinha uma facilidade absurda para influenciar meu pai em suas decisões) o lugar era minha última chance de ser disciplinado antes de passar o resto de minha vida em um "presídio para delinqüentes juvenis", e publicidade negativa era a única coisa que uma família daquele nível poderia querer em uma temporada que poderia ser tão lucrativa. Esse ano começo o ensino médio nesse novo colégio, e não faço a mínima idéia do que me espera. Não vou mudar minha personalidade, muito menos meu modo de agir e de pensar. Pretendo aproveitar cada minuto longe da minha família, mas mantenham a gasolina e os fósforos afastados de mim, porque se depender da minha vontade eu vou é colocar fogo em tudo.

Agora que estou aqui, vocês perceberão que minha personalidade...

...forte e às vezes não compreendida não é fruto de um “modismo” passageiro ou algo semelhante. Antes da morte da minha mãe eu era um menino bom e educado, tirava boas notas na escola e ia à igreja todo o domingo. Já tive dezenas de amigos, e meu sorriso - quando sincero - era um dos mais lindos e cativantes da rua em que morávamos em Veneza. Se hoje em dia sou assim, um jovem completamente diferente, um borrão do que um dia já fui, foi por culpa do sobrenome de peso que infelizmente tenho que carregar, além da família nenhum pouco amável com a qual sou obrigado a conviver. Não quero que pensem, porém, que sou a personificação do “demônio” na terra, muito pelo contrário, ainda tenho meus princípios e guardo dentro do coração tudo que minha mãe dizia sobre honestidade, perseverança, esperança e amor. Os ensinamentos dela e a sua lembrança são as pequenas coisas que me fazem querer mudar, apesar do orgulho dentro de mim gritar para que eu não faça isso e continue sendo o mais rebelde possível. Deixando de lado a família e meu passado, posso dizer que sou um rapaz inteligente, curioso, fiel e sincero. Não me pergunte algo a não ser que queira saber a minha verdadeira opinião. Como dito anteriormente, sou absurdamente orgulhoso e não abaixo minha cabeça para quem tenta se impor à minha frente (acho que essa é a única característica marcante que herdei dos Boissieu). Sou meu mais severo crítico, meu pior inimigo, um turbilhão de emoções. Gosto de música, celulares, bebidas, água oxigenada, gatos, nozes, livros e tenho um gosto peculiar por alargadores. Não me interessam homens ou mulheres, mas sim as pessoas. Minha aparência não é muito diferente de qualquer outro jovem na minha idade, tenho um corpo bonito, olhos profundos e sinceros e um sorriso lindo que na maioria das vezes é oculto. Meus cabelos (que até os meus 15 anos eram negros, como os de meus primos) foram tingidos e agora são de um branco que chama a atenção até mesmo no escuro, haha.



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INFORMAÇÕES ADICIONAIS


Nome do Photoplayer: Luke Worrall
Pseudônimo: Doctor Fate


TERMO

Eu, Doctor Fate, confirmo que eu li e aceito as regras do fórum, assim como estou ciente de que este fórum possui temática adulta e foi destinado para usuários com idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos de idade, podendo conter linguagem de baixo calão, sexo e violência em seus posts. E concordo com a interferência dos membros da administração do The Dreamers Society em minhas RP's sem aviso prévio.
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Les Innocents
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