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Laurent de Boissieu
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Topic Started: Jun 22 2011, 01:25 AM (164 Views)
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Laurent de Boissieu
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Jun 22 2011, 01:25 AM
Post #1
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- 2
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- Étudiants
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- #12
- Joined:
- June 21, 2011
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You're a slave to money then you die I'll take you down the only road I've ever been down You know the one that takes you to the places It justs sex and violence melody and silence
Bonjour, amis. Meu nome é LAURENT DE BOISSIEU. Nasci em 14 de agosto de 1992, portanto tenho 18 anos. Estou cursando a segunda série do ensino médio na renomada Académie de Grenoble.
Vou lhes contar um pouco da minha história... Confesso que escrever tão poucas linhas não é tarefa fácil, desde menino este é um dos únicos prazeres a que me apegava, um meio como existem tantos de me desviar da realidade.
Eu nasci em uma família distinta, sobretudo se aquelas mais “comuns” forem postas em comparação, mesmo as infinitamente ricas famílias com as quais eu e os outros estudantes de Grenoble estamos acostumados. Meus pais e avós são membros da decadente nobreza francesa, e meu pai jamais, nem por um momento em sua vida (acredito eu) deixou de se lembrar deste fato. Somos sobreviventes e um passado iníquo em minha concepção, mas na mente de quase todos os membros de minha família, somos bastiões da tradição, baluartes do áureo passado hoje apagado de nosso país. Se meu pai, seu pai, meus avós, bisavós e todos os componentes da vasta genealogia que me precede foram agraciados com títulos, se cada remoto antepassado esteve entre os mais próximos dos reis ou de um ou outro político, eu sinceramente não consegui me importar como desejava meu elitista progenitor.
Meu pai dedicou muito de seu tempo a transformar-nos, a mim e a meu irmão, em suas cópias fidedignas, o que evidentemente não seria tarefa fácil, são outros tempos, diferentes do seu próprio, e somos produtos das transformações ocorridas lá atrás, naquele passado que ele insiste em trazer ao presente. Minha personalidade, assim como a de Jean também seriam pontos consideráveis a impedir a total paridade entre o desejo de meu pai e o fato. Eu me apeguei aos livros, aos filmes, aos poemas, à escrita e até mesmo às artes como desenhos e pinturas, tão amadas por minha distraída mãe. Sou de um modo inesperado “produto do meio” como diria certo alemão, minha educação me transformou no que sou; não aquilo que meu pai sempre esperou, mas provavelmente bom o suficiente em meu “comportamento”.
Em nossa casa, imperava o típico modelo da família patriarcal, meu pai era o senhor absoluto do lar, ele tudo decidia e a ida à Grenoble não seria diferente. Papai sempre limitou minhas companhias, tal qual as de meu irmão, aos parentes considerados apropriados, mas como o futuro e o “mundo” nos aguardariam, considerou necessária a nossa inserção em um ambiente onde nem todos fossem pessoas de boa família, pois o dinheiro jamais bastaria para transformar os homens em sua própria e pedante concepção, entretanto, seus próprios proventos partiam muitas vezes daqueles que eram sempre chamados de “Plebe Endinheirada”. Jamais me atraiu esta idéia, nos bem selecionados internatos anteriores havia alguma forma de separação, pois eu já possuía meus próprios semelhantes, poucos é verdade, meninos como eu, um tanto introspectivos, lacônicos e estudiosos, não sei como será a mudança, mas mudanças me causaram sempre grande repulsa.
Agora que estou aqui, vocês perceberão que minha personalidade...
Eu imagino que analisar a personalidade alheia seja um tanto mais simples, entretanto, tentarei demonstrar a minha própria como for possível.
Eu fui criado em um ambiente onde a disciplina era quase “espartana” o que talvez tenha contribuído um pouco para o meu atual laconismo. Meu pai sempre manteve tudo e todos em casa sobre sua rígida supervisão, nada era feito sem que sua opinião fosse consultada, nada era permitido se não passasse por seu crivo. Imagino que o jeito distraído, alienado, quase aéreo de minha mãe seja uma resposta à tirania sempre enfrentada em casa, todos encontram uma resposta, uma forma de sobreviver à qualquer adversidade. Minha resposta foi o silêncio, a introspecção; eu me tornei um menino obediente, talvez submisso, pois o único lugar onde eu poderia de fato responder qualquer um e sobre quaisquer coisas, sem risco algum de repreensão, era em minha mente, nas músicas que ouvia, no visualizar dos filmes que via, ou nas secas linhas que escrevia, sempre enquanto silente ao mundo externo eu falava internamente.
Acredito que existem pessoas, não superioras desde o nascimento, mas talvez dotadas de alguma excelência, seja pela ação do destino em fazê-las surgir em determinados lugares, onde suas capacidades poderão encontrar chão adequado para devido enraizamento, e penso ser um desses... Mas não, não é presunção ou arrogância tola, minha vida e tudo que me cerca me levam verdadeiramente a pensar assim. Meus pais foram os responsáveis por minha criação, e ainda que o modo despótico de meu pai seja por vezes desagradável, foi graças a ele que me tornei hoje, capaz de ver nos outros suas falhas e delas me esquivar, pois mesmo entre os de nossa família, sempre houve as maçãs podres, quase como citou Graves em seu livro Eu, Claudio a respeito da família do imperador. Meu irmão é um exemplo claro de como é tênue a linha que separa o dever do ser; é incapaz (a meu ver) de fingir em prol de seu próprio bem no que diz respeito a seu modo de ser, e ao modo de ser que meu pai espera sempre; e há gente pior entre os nossos, filhos de péssimos casamentos que hoje se mostram a desonra do nome que meu pai tanto preza.
Procuro ser frente aos olhos de quem quer que seja, aquilo que lhes parecerá melhor, sem deixar de manter sempre presente alguma seriedade. Posso ser gentil, frio ou sarcástico, mas prefiro ser simplesmente calado, costuma agradar mais; mas é evidente que sempre existe algo além da aparência que procuro manter. Em meu íntimo eu desejo perfurar a barreira criada pelas responsabilidades e me permitir uma liberdade até então sonhada e muito secretamente, mas não creio que seja este o momento, de forma que agora só posso ver o que vivo, sonhar com o que desejo viver, e manter aos olhos dos outros, uma imagem positiva, sempre positiva, pois isto me parece mais sensato.
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INFORMAÇÕES ADICIONAIS
Nome do Photoplayer: Sam Whitman. Pseudônimo: Bitter Sweet.
TERMO
Eu, Bitter Sweet, confirmo que eu li e aceito as regras do fórum, assim como estou ciente de que este fórum possui temática adulta e foi destinado para usuários com idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos de idade, podendo conter linguagem de baixo calão, sexo e violência em seus posts. E concordo com a interferência dos membros da administração do The Dreamers Society em minhas RP's sem aviso prévio.
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Les Innocents
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Jun 22 2011, 04:52 PM
Post #2
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- May 22, 2011
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