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Antoine De Luca
Topic Started: Jul 12 2011, 10:55 PM (87 Views)
Antoine De Luca
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Mes valises sont vides..
Mon coeur léger... Léger.


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Bonjour, amis. Meu nome é ANTOINE DE LUCA, mas também posso ser chamado de LUCA. Nasci em 12 DE MARÇO de 1993, portanto tenho 17 anos. Estou cursando a PRIMEIRA SÉRIE DO ENSINO MÉDIO na renomada Académie de Grenoble.

Vou lhes contar um pouco da minha história...
Meus olhos se fecharam quando aquele floco gelado de neve fez cócegas no meu nariz, tão gelado quanto o próprio dia. No entanto, ao invés de me encolher e tremer, como qualquer pessoa normal faria ao sentir aquela brisa gelada no rosto, eu sorri largamente, ajeitando meu cachecol cor-de-vinho em torno do meu pescoço. Eu mal podia acreditar na notícia que havia recebido naquela manhã... Meus dedos frios e levemente arroxeados ainda seguravam entre eles aquele envelope amarelado, selado com um emblema vermelho...

Bem, mas para que os leitores possam entender o motivo de tamanha emoção, permitam-me fazer uma pequena retrospectiva sobre minha vida...

Meu nome é Antoine De Luca, e nasci há dezesseis anos e alguns dias - por sinal, daqui há algumas semanas comemorarei meu décimo sétimo aniversário. Nasci dentro de casa, em meio a lençóis sujos de sangue, retirado pelas mãos de uma das parteiras locais... Cena que não foi assim um grande exemplo de higiene, por sinal.
Foi numa das sarjetas da cidade de Paris onde eu vim ao mundo, avistando, primeiramente, os olhos zelosos do meu pai, para em seguida repousar no busto exausto da minha mãe. Minhas duas irmãs mais velhas também estavam no quarto, e correram para perto para espionar aquela pequena criatura de olhos tão grandes e azulados que eu era. Minhas outras duas irmãs, as menores, tentavam espiar pela fresta da porta, enquanto que a parteira fazia o possível para afasta-las da cena, evitando perturbações à minha mãe, exaurida. Segundo relatos dos meus pais eu havia demorado para reagir... Bem pelo contrário. Permanecia quieto e espiava tudo, tremendamente curioso, fazendo questão e repousar minhas órbitas em cada pequeno detalhe das feições daquelas pessoas, antes de ser vencido pela fome e finalmente começar a chorar. “Ele vai se chamar Antoine... Meu caçula. Meu primeiro filho homem. Um menino entre quatro garotas”, foram as primeiras palavras de minha mãe ao me ter nos braços.
O tempo passou e minha condição econômica não mudou muito, no entanto, eu não podia me considerar infeliz. Tinha muito com que brincar, caminhar pelas ruas da cidade e visitar, mesmo que de longe – já que eu não teria dinheiro para financiar um passeio mais elaborado – os belos monumentos que minha cidade natal trazia; um deleite para os olhos de qualquer um. Desde cedo, viver em Paris me inspirou o gosto pela arte... E bastou que eu descobrisse as maravilhas que um lápis e um papel podiam fazer para que eu instituísse um hobby.
Mas não só de desenhos eram feitos meus dias...
Minha mãe trabalhava em uma feira livre, vendendo frutas frescas ao lado da barraca de peixes. Perto dali havia um anfiteatro antigo, que agora, depois de reformado, se transformara em um cinema. O segurança do local sensibilizado com a situação, deixava que eu, às vezes, assistisse os filmes lá de trás, por uma brecha nas cortinas que fechavam a entrada do lugar, enquanto eu esperava minha mãe fechar a venda para irmos para casa. Eu sabia que eu era um garoto de sorte, pois muitos de meus amigos não tinham esse privilégio, e, embora eu gostasse de chamá-los para apreciar os filmes comigo, aquilo devia ser mantido em segredo, ou o emprego daquele homem bom seria posto em jogo. De trás do cinema vi muitos clássicos. Nomes como Jean-Jacques Annaud, René Clair e até mesmo o tão polêmico Henri-Georges Clouzot ficaram na minha mente, tornando-se parte de uma paixão secreta, já que eu não podia compartilhá-la com praticamente ninguém.
O tempo continuou passando e algumas paixões foram se formando, mas nenhuma delas chegou a se instituir, a não ser o desenho e o cinema. Muitas vezes já tinha discutido comigo mesmo a respeito disso... E chegado a conclusão de que eu tinha coração de artista. A arte me bastava e eu também bastava para ela. Mas seria assim para sempre?
Com a vida sentimental deixada de lado, o anseio por uma vida profissional de qualidade foi tomando conta do meu peito. E foi exatamente por isso, que quando meu pai me entregou aquele envelope que garantia para mim uma bolsa de estudos integral na tão prestigiada Academie de Grenoble, meu coração veio à boca. Eu tinha certeza de que aquilo significava algo muito importante... Era aquele o meu destino, e não me importava as cláusulas que implicavam que eu deveria ter um comportamento exemplar para permanecer na instituição, ou perderia o direito a bolsa, pois eu jamais pensaria em me portar de outro modo diante de tal benefício. A festa foi feita na minha família, os devidos agradecimentos foram dados ao meu pai, trabalhador da instituição, por ter conseguido clamar ao diretor pela oportunidade. Tudo parecia tão perfeito e meu futuro era limpo e claro agora... Tão claro quanto o branco daqueles flocos de neve que cobriam as estruturas idosas da linda Torre Eiffel.


Agora que estou aqui, vocês perceberão que minha personalidade...
Antoine pode ser classificado como uma criança que nunca amadureceu por completo, porque, apesar de ter os dois pés firmes no chão, permanece com aquele fascínio e curiosidade tipicamente infantis, principalmente quando se tratava de arte. Sua infantilidade, porém, lhe trazia um grande defeito: a inocência. Era fácil enganar Antoine, ou Luca, como seus pais e irmãs costumavam lhe chamar, o que lhe trazia muitos malefícios. Pode-se definir o jovem como bobo, muito embora fosse bem racional. É introspectivo, em especial com pessoas de nível social mais alto do que ele, se dando melhor, em geral, com pessoas mais simples e com maior valor intrínseco. Possui um coração enorme e é bastante sensível, não sendo uma pessoa difícil de se conviver, depois, é claro, de você adquirir sua confiança. Ama filmes no geral, de todos os gêneros, mas tem, entre suas preferências, dramas, comédias-românticas e, por que não, um pouco de suspense, não sendo muito fã apenas de ficção.

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INFORMAÇÕES ADICIONAIS


Nome do Photoplayer: Alexander Nifong
Pseudônimo: Les anges du péché

TERMO

Eu, Les anges du péché , confirmo que eu li e aceito as regras do fórum, assim como estou ciente de que este fórum possui temática adulta e foi destinado para usuários com idade igual ou superior a 18 (dezoito) anos de idade, podendo conter linguagem de baixo calão, sexo e violência em seus posts. E concordo com a interferência dos membros da administração do The Dreamers Society em minhas RP's sem aviso prévio.
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Les Innocents
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